Em uma representação, a Polícia Civil de São Paulo cita inconsistências financeiras e documentais relatadas por veículos de imprensa relacionadas a operação Wi-Fi Livre. Uma delas é que o ICB (Instituto Conhecer Brasil), que pertence à produtora Karina Gama, teria apresentado quatro faturas inidôneas emitidas por uma outra empresa em valores que totalizam R$ 8,5 milhões.
A citação da investigação dá conta que os documentos apresentados pelo ICB sobre locação de equipamentos eletrônicos: “Tais faturas careceriam de qualquer validade ou lastro fiscal, uma vez que não teria havido a emissão das respectivas notas fiscais e o consequente recolhimento dos tributos municipais”.
“Destaca-se, segundo veiculado, que as faturas apresentam numeração estritamente sequencial e teriam sido emitidas no mesmo dia, com idêntica data de vencimento, mas com valores fracionados, indicando uma montagem documental artificial para encobrir saídas ilegíveis de caixa”, apontou a representação policial.
Além disso, a investigação indicou que parte dos pagamentos relacionados ao projeto Wifi-Livre SP teria sido operacionalizada mediante faturas comerciais, e não necessariamente via emissão regular de notas fiscais de prestação de serviço. As informações constam em documentos revelados neste domingo (13) no caso relatado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino.
