Incluir o próprio descanso na agenda pode parecer simples, mas, para muitas pessoas, essa é uma tarefa difícil. É o que aponta Izabella Camargo, que compartilhou sua experiência pessoal com o esgotamento e a dificuldade de colocar o sono e o lazer como prioridades na rotina.
Em participação no programa “Na Palma da Mari: Entre Mulheres”, Izabella revelou que, antes de receber o diagnóstico de síndrome de burnout, costumava dormir apenas com o tempo que sobrava de sua agenda. “Eu achava que eu podia me deixar para depois”, afirmou. Segundo ela, o amor pelo próprio trabalho criava uma falsa sensação de proteção contra o adoecimento. “Imagina que você vai adoecer por fazer demais o que você ama”, disse.
Izabella também destacou que a dificuldade de descansar não é apenas individual, mas está enraizada em contextos familiares e culturais. Dependendo do ambiente em que uma pessoa cresce, o descanso pode ser visto com desconfiança ou até reprovação. “Dependendo do contexto que você ouve da sua família, você também não tem a permissão de descansar”, observou. Ela ressaltou que não se trata de crítica às famílias, mas de reconhecer padrões que funcionaram em outros tempos e que hoje podem ser revistos.
Para ilustrar a gravidade do problema, Izabella mencionou o fenômeno japonês conhecido como karoshi, descrito por ela como morte súbita por excesso de trabalho. Segundo ela, o Japão já oferece indenização a famílias vítimas desse fenômeno desde a década de 1980.
