A investigação da Polícia Civil de São Paulo sobre a produtora responsável pelo filme Dark Horse aponta que o ICB (Instituto Conhecer Brasil) realizou pagamentos duplicados no total de R$ 925 mil.
A ONG é presidida por Karina Gama, dona da produtora Go Up, responsável pela cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O inquérito policial apura o envolvimento do ICB em suposto esquema de fraudes, desvio de recursos públicos e irregularidades na execução do programa “WiFi Livre SP”, da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia de São Paulo.
Um parecer técnico da Secretaria, emitido em 26 de fevereiro de 2026, concluiu que há graves irregularidades financeiras na ONG, além do comprometimento da regularidade da execução contratual.
Além dos pagamentos duplicados no valor de R$ 925 mil, a análise identificou autofaturamento da ONG, com a existência de notas fiscais emitidas pelo ICB para si mesmo, no total de R$ 1,4 milhão.
As informações constam em documentos da Polícia Civil de São Paulo que embasaram uma operação na última semana para apurar o possível direcionamento de emendas parlamentares para o financiamento do filme.
Karina Gama foi um dos alvos de busca de apreensão dos agentes. A ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal).
Neste domingo (13), o magistrado retirou o sigilo das investigações da Polícia Civil sobre o caso.
