A perícia do Instituto de Criminalística de São Paulo recusou, em junho deste ano, o recebimento de 18 aparelhos apreendidos pela Polícia Civil em endereços ligados a Karina da Gama, dona da produtora do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. A recusa consta de documentos cujo sigilo foi levantado neste domingo (13) pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O material inclui notebooks, celulares e pen drives. Cada item chegou em embalagem separada e com o lacre aparentemente inviolado. Mesmo assim, os peritos registraram um vão nos pacotes.
“Muito embora o lacre numérico de segurança encontre-se fechado e com sua numeração preservada, constatou-se que o invólucro foi tracionado de forma inadequada na origem. Essa falha gerou um vão livre/abertura considerável permitindo o acesso à peça mesmo sem o rompimento do lacre”Trecho do termo de recusa
Segundo a avaliação técnica, o espaço era suficiente para a passagem de um cabo USB, o que permitiria ligar o aparelho e extrair ou alterar dados sem romper o selo. Em 13 dispositivos, o termo de recusa dizia: “vão suficiente para entrada de cabo de alimentação e transferência de dados, sendo possível a manipulação dos dados no interior dos aparelhos”.
De acordo com documento da Polícia Civil de SP, os aparelhos foram devolvidos à delegacia para readequação do lacre.
