Relatório da Polícia Civil de São Paulo identificou "consistentes suspeitas" de que os recursos públicos do programa 'WiFi Livre SP", contratados por meio do Instituto Conhecer Brasil (ICB), tenham sido desviados para custear as atividades de produção do filme Dark Horse, que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O documento foi divulgado neste domingo (13) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que levantou o sigilo de documentos enviados pela Justiça de São Paulo.
"Há consistentes suspeitas de confusão patrimonial e de que os recursos públicos do programa 'WiFi Livre SP' tenham sido desviados para custear as atividades de produção do referido filme, utilizando as contas das empresas subcontratadas e das demais organizações sociais geridas pela investigada para a lavagem dos valores desviados do erário de São Paulo", diz o documento.
A investigada Karina Ferreira da Gama é apontada pelos investigadores como a principal figura por trás das entidades e empresas que aparecem na apuração.
Ela preside o Instituto Conhecer Brasil (ICB), organização que recebeu recursos de emendas parlamentares e firmou contratos com o poder público, e também é sócia da produtora Go Up Entertainment, responsável pela produção do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo a investigação, a relação entre o ICB, a Go Up e outras entidades ligadas a Karina está no centro das suspeitas de confusão patrimonial e desvio de recursos públicos.
