O deputado federal Mario Frias (PL-SP) afirmou que o patrocínio do Banco Master ao filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, não configura crime por si só. Em vídeo publicado neste sábado, 12, o parlamentar defendeu que seria necessária uma contrapartida ou promessa de ato de ofício para caracterizar uma eventual irregularidade.
“Patrocínio privado, por si só, não é crime", declarou Frias. "Para existir uma irregularidade, teria que haver alguma coisa a mais."
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Segundo o deputado, as mensagens divulgadas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, não mostram uma oferta de benefício público em troca do financiamento. Para Frias, as conversas indicam tratativas relacionadas ao patrocínio do longa-metragem.
“Não há indicação de que Flávio Bolsonaro tenha oferecido qualquer ato de ofício a Daniel Vorcaro”, afirmou.
Mário Frias cita outros investimentos do Master
Frias também comparou o patrocínio de Dark Horse com outros investimentos atribuídos ao Banco Master. Ele citou os R$ 160 milhões destinados ao “Caldeirão do Huck”, em 2025, e os R$ 300 milhões destinados ao Atlético-MG. O deputado mencionou ainda o patrocínio ao primeiro Summit Valor Econômico Brasil-USA.
Na avaliação do parlamentar, esses casos não receberam o mesmo tipo de investigação que atingiu o financiamento do filme. “Por que nesses casos não se criou toda esta narrativa?”, questionou.
