O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o deputado federal Mário Frias (PL-SP) ocuparia um possível papel de liderança em uma organização criminosa suspeita de desviar e lavar dinheiro público. A afirmação consta na decisão de Dino que determinou a retirada do sigilo de uma investigação sobre um suposto esquema envolvendo contratos municipais, recursos federais e o financiamento do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Mário Frias foi alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal (PF), em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), na quinta-feira (10), no âmbito das investigações sobre o suposto esquema. A operação faz parte da apuração sobre possíveis desvios de recursos públicos e movimentações financeiras envolvendo empresas e entidades ligadas ao caso.
Segundo Dino, os elementos reunidos pela Polícia Federal (PF) indicam que as investigações estadual e federal podem fazer parte de uma mesma estrutura criminosa. Na decisão, o ministro cita a hipótese de que Frias teria uma posição central na organização.
“Há a alusão reiterada, no itinerário delituoso, a um deputado federal, o Sr. Mário Frias, que - no terreno hipotético da investigação - ocuparia um papel de liderança na suposta arquitetura criminosa”Ministro Flávio Dino em decisão
O ministro também menciona que a investigação aponta possíveis vínculos da organização com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
