Um mês antes de liquidar o Banco Master, o Banco Central decidiu aplicar uma medida prudencial preventiva contra o BRB (Banco de Brasília) por conta das operações fraudulentas firmadas com a instituição financeira de Daniel Vorcaro. A decisão foi assinada por Belline Santana, ex-servidor da autoridade monetária investigado pela PF (Polícia Federal).
A adoção de medidas prudenciais tinham como objetivo assegurar a solidez do BRB, a estabilidade e o regular funcionamento do Sistema Financeiro Nacional.
Suspender a aquisição de ativos financeiros (a exemplo: títulos privados, cotas de fundos de investimentos, títulos de renda variável), carteira de crédito e qualquer outro ativo de crédito em que haja liquidação financeira efetiva (débito em conta bancária, transferência de reservas, TED, outras) ou troca de ativos em que haja retorno financeiro adicional por parte do BRB;
Implementar os controles e o gerenciamento de liquidez nas operações de depósito interbancário na posição credora, que deverão ser realizadas de forma criteriosa, com a definição de limites individuais compatíveis com a avaliação do risco da contraparte.
O BC (Banco Central) também determinou que o BRB elaborasse um plano de solução das situações identificadas, com atividades, prazos, conciliação e validação dos ativos internalizados, a ser apresentado em até 30 dias, com prazo máximo de conclusão de 6 meses.
