O imperador romano Tito tem um. Napoleão Bonaparte encomendou o exemplo mais famoso do mundo. E a icônica versão do Duque de Wellington é o portal do Hyde Park, em Londres.
Agora, Donald Trump quer seu próprio arco cerimonial. E seu mais recente projeto arquitetônico pode contar à história muito mais sobre o 45º e 47º presidente do que outros exemplos de sua frenética reformulação de Washington no segundo mandato.
O Arco de Tito, em Roma, marca a conquista de Jerusalém no ano 70 d.C. O Arco do Triunfo, em Paris, homenageia os mortos das guerras napoleônicas e revolucionárias e os combatentes franceses caídos posteriormente. O arco em honra a Wellington celebra a derrota final do imperador francês.
Essa história revela um problema.
Trump ainda não tem o triunfo que justifique um arco triunfal. O impasse dos EUA com o Irã revelou déficits no poder americano, em vez de demonstrar sua dominância. E ele recentemente descartou o conflito como “coisa pequena”.
Para contornar esse problema, o presidente apresentou seu planejado arco perto do Cemitério de Arlington, que eliminaria as linhas de visão para famosos monumentos de Washington, como uma celebração da Declaração de Independência, com um pé de elevação para cada ano desde 1776.
Mas Trump admitiu que sua onda de construções é uma tentativa de impor sua persona a Washington para sempre. “Ninguém vai fazer isso depois que eu for embora”, ele confidenciou recentemente à revista New York.
