Em uma das cenas mais dramáticas da minissérie “Emergência Radioativa” (Netflix), lançada em março, um bombeiro tenta se livrar de uma peça misteriosa que estaria causando graves problemas de saúde na cidade de Goiânia.
Sem saber identificar o objeto, antes parte de um aparelho de radioterapia, ele tem a ideia de removê-lo da sede da Vigilância Sanitária para atirá-lo no rio, mas é impedido minutos antes por um jovem físico que acaba salvando a cidade de uma tragédia ainda maior.
Interpretado na produção por Jonny Massaro, o personagem representa Walter Mendes Ferreira, especialista em proteção radiológica. Natural de Minas Gerais, o cientista, então com 29 anos, ajudou a conter o agravamento da crise radioativa que começou em 13 de setembro de 1987 na capital de Goiás e acabou tornando-se autoridade global em acidentes do tipo.
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Com 73 anos, o físico nuclear Walter Mendes Ferreira vive em Goiânia com sua família e é chefe da Divisão de Emergências Radiológicas da CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear).
Esta foi a mesma comissão que Mendes acionou em setembro de 1987, quando levou um detector de radioatividade à Vigilância Sanitária goiana e confirmou um dos piores cenários possíveis: a contaminação por césio-137.
