Pesquisas lideradas pela Embrapa Agroindústria de Alimentos reuniram evidências científicas que subsidiam o pedido de Indicação Geográfica (IG) por DO (Denominação de Origem) do chamado “Arroz Anã de Porto Marinho” ao INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), depositado em 8 de agosto pela Apomar (Associação de Produtores Rurais, Pescadores, Artesãos, Moradores e Amigos de Porto Marinho e Entorno).
Com análises laboratoriais e metodologias avançadas, a ciência agora demonstra aquilo que o conhecimento popular já percebia no prato. Moradores de Porto Marinho, distrito rural de Cantagalo, no noroeste do estado do Rio de Janeiro, afirmam há décadas que o Arroz Anã produzido na região possui aroma, sabor e textura diferentes de qualquer outro arroz. Presente na culinária local e cultivado por agricultores familiares em sistema tradicional, o cereal carrega um reconhecimento construído pela experiência dos produtores e consumidores.
O trabalho integra um amplo levantamento envolvendo estudos físicos, físico-químicos, nutricionais e metabolômicos, além da caracterização da qualidade tecnológica e culinária do produto.
A coordenadora do projeto, pesquisadora Cristina Yoshie Takeiti, da Embrapa Agroindústria de Alimentos, explica que o objetivo central da pesquisa é comprovar cientificamente a relação entre as características singulares do arroz e o território onde ele é cultivado.
