O deputado federal Mario Frias (PL-SP) afirmou que o patrocínio do Banco Master ao filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), não configura crime. Em vídeo publicado no sábado (12.set.2026), o congressista disse que seria necessário haver uma contrapartida ou promessa de ato de ofício para que o repasse pudesse ser considerado irregular.
“Patrocínio privado, por si só, não é crime. Para existir uma irregularidade, teria que haver alguma coisa a mais: uma promessa de ato de ofício, algum benefício oferecido em troca daquele dinheiro”, afirmou.
Frias disse não haver, nas mensagens divulgadas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, indicação de que o senador tenha oferecido algum ato de ofício em troca dos recursos. Segundo ele, as conversas tinham como objetivo o financiamento do filme.
“Não há indicação de que Flávio Bolsonaro tenha oferecido qualquer ato de ofício a Daniel Vorcaro. Não há pedido de projeto de lei, por exemplo, não há promessa de benefício”, afirmou.
O deputado também comparou o patrocínio ao filme com outros investimentos feitos pelo Banco Master. Citou os R$ 160 milhões destinados ao Caldeirão do Huck, em 2025, e os R$ 300 milhões para o Atlético-MG. Também mencionou o patrocínio ao 1º Summit Valor Econômico Brasil-USA, evento que reuniu empresários e autoridades.
Segundo Frias, o Supremo Tribunal Federal não abriu investigações sobre esses outros patrocínios.
