O produtor rural brasileiro enfrenta atualmente um cenário de crédito caro, endividamento elevado e dificuldades para financiar a próxima safra.
No entanto, esse quadro pode se transformar no ciclo 2026/2027, impulsionado por uma combinação de fatores que inclui menor expansão da oferta mundial de grãos, estoques globais mais baixos e riscos climáticos crescentes.
Alexandre Mendonça de Barros, economista e sócio da E&Y, avaliou o cenário e apontou para o que chamou de “momento de virada relevante no cenário internacional”. Segundo ele, os ciclos de preços no agro tendem a se repetir a cada três ou quatro anos, com períodos de alta seguidos de queda.
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“O Brasil tem sido o grande responsável pela expansão da oferta”, afirmou, explicando que o crescimento recente de área plantada, tecnologia e produtividade resultou na colocação de cerca de 50 milhões de toneladas de grãos no mercado mundial, o que pressionou os preços para baixo.
Riscos climáticos globais já estão em curso
Mendonça de Barros destacou que os efeitos climáticos adversos já são uma realidade em diversas regiões do mundo.
Na Europa, uma seca aguda está reduzindo as safras de trigo e milho.
