Documentos da investigação da Polícia Federal (PF) sobre o escândalo envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro, apontado com a maior fraude bancária da história do país, revelam o modus operandi da instituição financeira para a produção de documentos fraudulentos que eram utilizados como base de sustentação de operações de cessão de créditos ao Banco de Brasília (BRB).
O material se tornou público depois que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo das principais investigações em curso sobre o Master, na sexta-feira 11.
Entre os documentos divulgados, está uma apresentação interna elaborada pelo banco e apreendida no âmbito da Operação Compliance Zero. O material indica uma série de irregularidades que vão desde a extração de dados de clientes à assinatura e ao envio dos documentos.
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De acordo com as investigações da PF, a fraude na documentação envolvia funcionários de diversas áreas e níveis de hierarquia dentro do banco, entre os quais gerentes, diretores e membros dos departamentos de tecnologia e áreas operacionais.
Em uma das etapas da operação fraudulenta, dados de clientes do CredCesta, programa de crédito consignado do Master, foram usados para gerar Cédulas de Crédito Bancário (CCBs), procurações e termos de consentimento falsos. Foi justamente parte desses documentos que, segundo a PF, serviu para comprar os créditos vendidos ao BRB.
