A apenas dois dias da sessão mais aguardada do Supremo Tribunal Federal (STF) desde o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), as diferentes alas da mais alta Corte do Judiciário brasileiro já iniciaram movimentos estratégicos nos bastidores para barrar ou impulsionar as investigações.
Ministros que integram o grupo favorável a Alexandre de Moraes, alvo de pedido de investigação por sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, estudam duas estratégias para preservar o magistrado.
A primeira delas é a apresentação de pedidos de vista (mais tempo para a análise do caso), o que poderia interromper o julgamento. Esta corrente é capitaneada pelo próprio Moraes e conta com o apoio do decano da Corte, Gilmar Mendes, e dos ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino.
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O pedido de vista é um instrumento regimental que permite a um juiz ou ministro suspender temporariamente a análise ou o julgamento de um processo para examiná-lo de forma mais detalhada antes de proferir seu voto.
Em ofícios encaminhados nos últimos dias ao presidente do Supremo, Edson Fachin, o próprio Gilmar já manifestou sua contrariedade com a análise do caso envolvendo Moraes. Segundo o decano, faltam elementos para os ministros da Corte decidirem sobre a abertura ou não de uma investigação formal sobre o magistrado.
