Síria deixa lista dos EUA de países que patrocinam terrorismo
Foi uma batida na porta e uma ameaça velada que motivaram a professora de matemática Laya, mãe de três filhos, a deixar a Síria.
Até recentemente, a mulher na casa dos 40 anos, que pediu que a DW não usasse seu nome completo por motivos de segurança, morava em Damasco, capital do país.
Ela e a família são alauitas, da mesma seita religiosa do ex-ditador sírio Bashar al-Assad, e costumam ser alvo de ataques por serem vistos como aliados de Assad.
"Mas nós nunca o apoiamos. O pai dele matou membros da minha família. Na verdade, nós o odiávamos", diz ela à DW.
Ainda assim, Layla descreve ter sentido medo quando grupos rebeldes, que ela chama de "extremistas", entraram em Damasco em 2024 pela primeira vez após a queda do regime de Assad.
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No início, ela e o marido decidiram ficar na Síria. Mas então um estranho bateu à porta. "Ele disse que sabia que minha filha tocava piano e tinha aulas de dança. 'Você deveria parar com isso. Se não parar, talvez a levemos para a casa das irmãs', continuou ele", conta Layla.
Nos círculos islâmicos conservadores, é malvisto que mulheres toquem instrumentos musicais e dancem em público.
E Layla já tinha ouvido falar da chamada "casa das irmãs" - ela havia lido na internet que era um lugar onde mulheres sírias de outras seitas eram forçadas a se converter ao islamismo. Alguns dias depois, a família decidiu deixar o país.
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