Comandando o Palmeiras no lugar do suspenso Abel Ferreira, João Martins evitou detalhar a partida contra o São Paulo e concentrou grande parte da coletiva em temas de bastidor, com destaque para a política de gestão financeira do clube.
“Eu não sou a pessoa mais indicada, porque há pessoas que têm que decidir sobre isso, mas há uma coisa que o Palmeiras nunca vai falhar, que é o rigor financeiro necessário neste futebol brasileiro. O Palmeiras não vai aparecer nas notícias como aparece em alguns clubes, com falta de pagamento e salários em atraso, sem cumprir suas obrigações. E, para isso não acontecer, temos que fazer escolhas. A escolha do Palmeiras é apostar na base, evoluir os jogadores, e é para isso que nós fomos contratados”, afirmou o auxiliar.
O auxiliar completou o raciocínio ao explicar a aposta na base como política financeira do clube. Desde a chegada de Abel Ferreira e sua comissão, 49 jogadores das categorias de base já foram utilizados no Palmeiras.
“Uma das nossas funções é ganhar e, ao mesmo tempo, evoluir os jogadores para a saúde financeira do clube. Faz parte disso dar tempo ao Luís Pacheco, dar tempo ao Benedetti, dar tempo ao Belé, dar tempo ao Larsen, sabendo que nem todos chegam na mesma altura, nem todos conseguem, aos 17 ou 18 anos, ter o rendimento que alguns tiveram aqui”, disse.
“Mas temos que ter tempo e acreditar, mesmo sabendo que qualquer treinador gosta de ter 28, 29, 30 opções para escolher.
