Os jingles das Eleições de 2026 ganharam ritmos que vão muito além das tradicionais marchinhas de campanha. Candidatos a presidente, governador e deputado recorrem a gêneros como gospel, funk, brega, reggae, música gaúcha, pagodão baiano e até trilhas de anime para tentar fixar nomes e números entre os eleitores.
A inteligência artificial também passou a fazer parte desse repertório. Em algumas campanhas, a tecnologia é usada para criar a música; em outras, há indícios de uso de IA na voz. Paródias de músicas conhecidas também aparecem entre as estratégias, muitas vezes com versões adaptadas para circular nas redes sociais.
Os resultados variam. Há jingles que ultrapassaram milhões de visualizações no Instagram, enquanto outros tiveram alcance mais restrito nas redes.
OS JINGLES
Veja abaixo alguns exemplos de como as campanhas estão adaptando uma ferramenta tradicional da política à linguagem das redes:
Entre os presidenciáveis, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, tem um jingle gospel, para se aproximar do eleitorado evangélico. “Tapete Vermelho” conta com a participação da primeira-dama Janja e do pastor e cantor Kleber Lucas.
Ouça (3min31):
Composta pela cantora evangélica Lina Luz, a música fala sobre a trajetória de Lula, suas origens nordestinas e sua superação. A faixa foi apresentada em agosto e passou a integrar a comunicação da campanha.
