A cachaça tem dia no calendário, lugar garantido na mesa brasileira e até um drinque que virou símbolo do país. O que ainda não tem é o mesmo tamanho no mercado internacional. No Dia Nacional da Cachaça, celebrado neste domingo (13), a bebida chega a uma nova fase de valorização no Brasil, com mais produtos premium, envelhecidos e espaço na alta coquetelaria, enquanto as exportações ainda representam uma parcela pequena da produção.
Em 2025, o Brasil produziu 234,4 milhões de litros de cachaça, segundo o Anuário da Cachaça 2026, do Ministério da Agricultura e Pecuária. Desse total, apenas 7,95 milhões de litros foram exportados, para 76 países, movimentando US$ 17,07 milhões.
Poucos produtos carregam uma relação tão próxima com a história do Brasil quanto a cachaça. Nascida nos engenhos de cana-de-açúcar, a bebida atravessou diferentes momentos da formação do país e ganhou espaço na música, na literatura e nos costumes brasileiros. Mais recentemente, também passou por uma transformação de imagem e começou a ocupar bares e restaurantes com produtos envelhecidos, maior valor agregado e novas experiências de consumo.
A mudança ganhou força a partir dos anos 1990, quando o setor começou a trabalhar na valorização e profissionalização da bebida.
