Fachin dá 24 horas para Mendonça liberar sigilo de documentos do caso Master
Documentos tornados públicos nesta sexta-feira (11) detalham como funcionários do Banco Master participavam da produção de documentos apontados pela Polícia Federal (PF) como falsos e usados para sustentar operações de cessão de créditos ao Banco de Brasília (BRB).
O material veio à tona após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), levantar o sigilo das principais investigações sobre o caso, no contexto da crise que atinge a Suprema Corte.
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Entre os documentos está uma apresentação interna encontrada no acervo digital do Master. Elaborada pelo próprio banco e apreendida durante a Operação Compliance Zero, ela descreve uma cadeia que ia da extração de dados de clientes à geração, assinatura e envio dos documentos.
A apresentação mostra ainda que a alteração de documentos envolvia funcionários de diferentes níveis hierárquicos, de diretores e gerentes a equipes de tecnologia e áreas operacionais.
Segundo a PF, os elementos sustentam a linha de investigação de que grande parte dos créditos comprados pelo BRB do Master estaria ligada a operações irregulares.
Os peritos também apontam que a diretoria do BRB continuou aprovando novas operações mesmo após alertas internos sobre problemas de documentação, liquidez e inconsistências identificadas nas carteiras negociadas.
'Tem que dar um jeito': como o Master estruturou a produção de documentos falsos, segundo a PF
