A cantora e compositora Sara Bareilles, 46, sabe o que é viver com medo de ser consumida viva pelo próprio luto.
“Eu sentia que iria me dissolver, como se fosse sentimento demais”, disse Bareilles sobre a enxurrada de luto que vinha suportando. Além de ter perdido dois amigos próximos para o câncer em um intervalo de poucos anos, ela enfrentou “uma nova profundidade de baixa” em sua saúde mental. Ela também revelou que está entrando no terceiro ano de uma luta pela fertilidade.
No entanto, quanto mais Bareilles, uma artista multifacetada que atua como atriz, compositora e produtora, se entregou ao seu luto em suas diversas formas, mais ela começou a perceber o luto como uma espécie de prática devocional, como um milagre a ser contemplado.
Foi somente no final do processo de gravação de seu novo álbum, íntimo e delicado, “Good Grief”, que Bareilles percebeu que estava escrevendo inteiramente sobre o luto. Ela estreou a primeira faixa, “Home”, em março, no podcast do âncora da CNN Anderson Cooper, All There Is.
A conversa de Cooper com o comediante Stephen Colbert em um episódio anterior havia inspirado Bareilles a escrever a música. A abertura radical dos dois homens sobre o próprio luto e o compromisso compartilhado de não esconder a tristeza de seus próprios filhos havia emocionado Bareilles até as lágrimas.
Era mais do que adequado que o processo de criação do álbum a tivesse ajudado a se aprofundar nas verdades aterrorizantes e inspiradoras sobre suas perdas.
