O fortalecimento do fenômeno El Niño coloca em alerta diferentes cadeias produtivas, sendo uma delas o setor farmacêutico. Mas afinal, o que pode ser afetado? Além dos impactos sobre a logística, o cenário reforça a preocupação com a preservação de medicamentos termolábeis, como vacinas, insulinas e medicamentos biológicos, que precisam ser transportados e armazenados sob temperatura controlada, geralmente entre 2 °C e 8 °C, para manter sua eficácia e segurança.
Em setembro, tradicionalmente marcado pela transição do período seco do inverno para o período úmido da primavera, a previsão é de pancadas de chuva já nos primeiros dez dias do mês, inclusive em regiões que normalmente enfrentam estiagem nessa época.
Segundo análise do Grupo Polar, especializado em soluções para a cadeia fria, as mudanças climáticas sobre a logística farmacêutica e alerta de eventos extremos, como chuvas intensas, enchentes, interrupções de rodovias e aumento do tempo de deslocamento, podem elevar o risco de rompimento da rede de frio durante o transporte desses produtos.
“Quando há temperaturas externas mais elevadas, isso aumenta a carga sobre refrigeradores, câmaras frias e veículos refrigerados, exigindo maior capacidade dos equipamentos para manter a faixa recomendada de temperatura. Outro ponto refere-se ao maior consumo de energia e risco de falhas.
