A semana foi marcada pela forte valorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O movimento no mercado externo também fortaleceu os preços da oleaginosa no Brasil, embora a comercialização tenha seguido em ritmo moderado.
Na quinta-feira (10), os contratos futuros da soja fecharam nos melhores níveis em três anos. A demanda chinesa pelo produto norte-americano e a disparada do petróleo deram sustentação às cotações.
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A China comprou cerca de 1 milhão de toneladas de soja dos Estados Unidos nesta semana, ampliando as aquisições antes da visita do presidente chinês Xi Jinping a Washington, prevista para o fim deste mês.
Com as novas compras, o volume de soja norte-americana adquirida pela China se aproxima da metade das 25 milhões de toneladas que a Casa Branca afirmou que Pequim havia se comprometido a comprar anualmente até 2028.
No Brasil, o mercado físico apresentou ofertas firmes, acompanhando as altas em Chicago. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que as cotações ficaram bastante aquecidas nos portos, com negócios reportados em Rio Grande (RS) e Paranaguá (PR).
A pouca oferta disponível mantém os produtores retraídos e sustenta a estrutura de preços diante das necessidades dos compradores. “Em regiões do Centro, como Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, resta muito pouco volume de soja”, destaca Silveira.
