A retirada do sigilo das investigações do caso Master pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), mostra detalhes da proximidade entre o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Relatório da PF (Polícia Federal) indica que o ex-banqueiro atuou para que o Rioprevidência -responsável pelas aposentadorias e pensões de funcionários públicos do Rio- fizesse aportes em sua instituição. O documento mostra um tratamento informal entre Castro e Vorcaro.
Em dezembro de 2024, por exemplo, o ex-banqueiro elogiou Castro por ter cantado em uma missa: “Canta demais!”. O ex-governador, então, respondeu: “Vc é meu amigo, não conta”.
Em março de 2025, Vorcaro fez um convite a Castro. “Fala meu irmão. Tudo bem? Vamos nos ver essa semana algum dia! Amanha vou fazer uma feijoada, se puder ir com a esposa”. E o ex-governador respondeu: “Fala irmão. Seja bem vindo. Manda o endereço que vou sim. Te dou um abraço lá”.
Também em março de 2025, Castro disse que passaria no camarote do ex-banqueiro e pediu contato para evitar esperar na entrada. “Fala meu irmão. Claro. Me fala a hora que peco alguem te pegar la e trazer.
