O vice-presidente dos Estados Unidos, o republicano JD Vance, chamou Abdul El-Sayed, muçulmano e democrata que concorre ao Senado pelo estado de Michigan, de “muito, muito maléfico” em um comício em setembro. Vance acusou El-Sayed de defender o terrorismo por causa de comentários feitos após um ataque ocorrido em março contra uma sinagoga nos subúrbios de Detroit.
No Texas, o governador republicano Greg Abbott, que enfrenta uma disputa acirrada por mais um mandato, atacou um projeto imobiliário liderado por muçulmanos e pediu uma investigação sobre o que descreveu como esforços para criar “tribunais da sharia”. A acusação foi contestada pelos incorporadores e por grupos de direitos civis.
No Alabama, onde os muçulmanos representam menos de 0,5% da população, o senador republicano Tommy Tuberville, que concorre ao cargo de governador, alertou que “o inimigo está dentro dos portões”, referindo-se ao que chamou de islamismo radical.
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Os comentários refletem um esforço para colocar os muçulmanos e o Islã no centro do debate eleitoral antes das Eleições de Meio de Mandato, em 3 de novembro, que determinarão se os democratas conseguirão tirar do Partido Republicano, do presidente Donald Trump, o controle do Congresso.
