Michael Davis, sócio majoritário da Go Up Entertainment LLC, condicionou a entrega de documentos da produtora à Polícia Federal a uma ordem da Justiça dos Estados Unidos. A posição foi comunicada em e-mail de 2 de setembro de 2026, depois de a corporação pedir dados para rastrear a origem, a movimentação e o destino dos recursos usados em “Dark Horse”, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A maior parte das despesas de “Dark Horse” foi realizada nos Estados Unidos. Segundo perícia privada contratada pela GoUp Entertainment, a produção gastou US$ 9,66 milhões no país, ante US$ 3,72 milhões no Brasil. O laudo analisou os recursos gastos pela produtora, mas não detalhou a origem do dinheiro nem incluiu uma auditoria do fundo norte-americano Havengate Development, por meio do qual, segundo documentos da PF, foram repassados cerca de R$ 61 milhões.
A PF havia enviado em 19 de agosto um ofício à produtora Karina Ferreira da Gama, dando prazo de 10 dias para o fornecimento de dados societários, contábeis, fiscais, bancários e contratuais. Em 2 de setembro, ela encaminhou a solicitação a Davis e pediu auxílio para preparar a resposta.
No mesmo dia, Davis afirmou que, por orientação de seus advogados, não autorizava o envio direto às autoridades brasileiras de documentos da empresa custodiados nos Estados Unidos.
