Em meio à atual onda de mudanças geográficas promovida pelo presidente Donald Trump, uma disputa mais antiga volta à tona: afinal, quando os Estados Unidos passaram a usar o nome “América” para se referir ao próprio país?
No Dia do Trabalho, Trump publicou uma série de mapas em sua conta na Truth Social nos quais o estado do Novo México aparecia rebatizado como “Nova América”.
No primeiro dia de seu segundo mandato, Trump assinou um decreto para mudar o nome do Golfo do México para “Golfo da América”. No mês passado, depois que o Canadá se recusou a ceder em uma guerra comercial iniciada pelo presidente americano, Trump determinou que o Lago Ontário passasse a se chamar “Lago América”.
A mudança do nome do lago é ainda mais impopular, segundo pesquisas, do que a alteração do nome do Golfo do México. Mas há motivos para acreditar que Trump ainda não terminou. Recentemente, ele sugeriu que os oceanos Atlântico ou Pacífico também deveriam receber o nome de “América”.
Por trás da atual onda de chauvinismo geográfico de Trump existe uma história mais antiga de chauvinismo linguístico. Embora “América” seja usada como abreviação de Estados Unidos da América há mais tempo do que qualquer pessoa viva hoje consegue se lembrar, os dois termos nem sempre foram sinônimos.
