As férias de fim de ano se aproximam e, com elas, cresce o número de famílias que decidem levar seu cachorro ou gato para a viagem.
Porém, essa decisão não está isenta de riscos: viagens mal planejadas estão entre as principais causas de crises de ansiedade, enjoo, fuga e até quadros graves de hipertermia em pets.
Para orientar tutores sobre o que realmente importa antes de colocar o animal no carro ou embarcar com ele em um avião, a CNN Brasil ouviu três médicos-veterinários especializados no tema.
Planejamento começa semanas antes, não na véspera
O primeiro erro comum, segundo os especialistas, é tratar a viagem como um evento de última hora. O médico-veterinário Carlos Rabelo defende que o processo de habituação do animal à caixa de transporte e ao veículo precisa começar com antecedência, para que esses elementos sejam associados à segurança, e não à punição.
Ainda segundo ele, também é essencial mapear a rota da viagem e ter à mão contatos de clínicas veterinárias de plantão no destino, além de atualizar o controle de pulgas, carrapatos e vermífugos conforme as doenças endêmicas da região visitada, como a leishmaniose ou a dirofilariose, conhecida como verme do coração.
A médica-veterinária Juliana Mori, do Hospital Pet Stop Unaí, reforça que o planejamento também envolve verificar se o destino tem estrutura adequada para receber o animal, o que inclui hospedagens pet friendly que aceitam cães em quartos e áreas comuns.
