Novos documentos da investigação do caso do Banco Master revelam que Fernanda Pereira da Silva Machado, ex-gerente de Controle Interno e Auditoria do Rioprevidência e depois presidente do Itaprevi, o Instituto de Previdência de Itaguaí, escreveu, em um dos cadernos apreendidos pela Polícia Federal que, caso Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, apresentasse uma delação premiada inverídica, ele estaria “f*dido”.
Em uma anotação solta, Fernanda escreveu: “Chance de Daniel falar aumentou muito e se ele falar e não bater, ele tá f*dido”.
As anotações fazem parte do material apreendido pela PF durante buscas realizadas em maio deste ano. Ao todo, foram confiscados cinco cadernos da ex-gerente. O sigilo dessas informações foi retirado pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), na noite de sexta-feira (11).
Os investigadores apreenderam, na residência de Fernanda: celulares, tablet, notebook, pen drives, folhas avulsas e diversos cadernos. Segundo o relatório da PF, parte desses registros manuscritos “aparentam ter relação direta com os fatos apurados” na investigação.
Em uma das páginas, por exemplo, Fernanda anotou tópicos para tratar do credenciamento de instituições financeiras e questionou: “O que é o credenciamento?”. Em outra, escreveu sobre a necessidade de “pedido de acesso ao IPL” e registrou referências a “ofício ao TC”, “ofício ao liquidante” e “notícia criada pela super” envolvendo o Banco Master.
