O presidente do STF, Edson Fachin, negou, neste sábado (12), o pedido do ministro Alexandre de Moraes para que as investigações sobre ele e o também ministro André Mendonça fossem analisadas pelo plenário conjuntamente, na próxima terça-feira (15).
Na decisão, Fachin escreveu que, diferentemente da petição sobre suposta improbidade administrativa de Mendonça, a investigação sobre a relação de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro está delineada. “Possuem contornos e objetosbem delineados, circunstância que viabiliza, desde logo, a apreciação em autos próprios, preservando-se os limites da matéria ora submetidas ao plenário”. O magistrado também argumentou que a discussão já havia sido incluída em pauta no último dia 6.
No entanto, o presidente do STF marcou uma sessão para o próximo dia 23 para discutir as suspeitas relacionadas a Mendonça.
Moraes também havia pedido a queda de todos os sigilos relacionados ao Caso Master. Na mesma decisão, Fachin ressaltou que o ministro Cristiano Zanin já havia feito uma solicitação semelhante e explicou que o pedido foi atendido. O presidente do STF ainda escreveu que será apreciado o pedido de Moraes para que os magistrados relacionados ao Caso Master sejam citados, para que possam dar explicações.
‘Guerra’ de decisões
Os ministros do Supremo Tribunal Federal protagonizaram uma “guerra” de decisões de quinta-feira (10) a sexta-feira (11) em razão do sigilo de inquéritos relacionados ao caso do Banco Master.
