É corriqueiro que o noticiário político brasileiro se assemelhe a uma sucessão de capítulos emocionantes de uma série ou novela. Thriller de gângsteres, comédia, drama, pitadas de cada gênero se misturam para formar um espetáculo de entretenimento enquanto o país afunda em suas fragilidades e contradições.
Os primeiros dias deste mês de setembro compuseram uma temporada eletrizante. O abismo em que submergimos foi de tal monta que mesmo jornalistas de veículos de grande expressão se permitiram dizer que o Supremo Tribunal Federal (STF) como o conhecemos está em frangalhos, arruinado pelos seus próprios ocupantes, algo que pregávamos há anos pagando o preço de sermos tratados por “fascistas”, “extremistas” ou “golpistas”.
A atitude de André Mendonça de autorizar a divulgação de um relatório da Polícia Federal (PF) revelando a proximidade entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, em diálogos por aplicativo de mensagens desnudados aos olhos de todos os brasileiros interessados, provocou um verdadeiro terremoto no tribunal supremo do país. Mobilizaram-se os ministros em duas frentes: aqueles que aceitam os fatos e aqueles que querem garantir que a população “desveja” o que viu.
