Os grãos de café verde defeituosos e a fina película vermelha que envolve o amendoim acabam de se tornar os maiores aliados de quem não abre mão de consumir açúcar.
A partir de extratos obtidos desses resíduos agroindustriais, pesquisadores vinculados à Plataforma Biotecnológica Integrada de Ingredientes Saudáveis (PBIS) desenvolveram uma sacarose de cana-de-açúcar que é absorvida de forma muito mais lenta pelo organismo, reduzindo o índice glicêmico (IG) do ingrediente sem alterar o sabor.
O índice glicêmico mede a velocidade com que o açúcar de um alimento chega à corrente sanguínea e eleva os níveis de glicose. Alimentos com alto IG provocam picos rápidos de glicose, o que pode sobrecarregar o pâncreas (órgão responsável por produzir insulina) e desencadear doenças metabólicas a longo prazo.
Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
“Hoje é consenso que uma dieta de baixo índice glicêmico é mais saudável, pois ajuda a prevenir o diabetes tipo 2 e a síndrome metabólica, por exemplo. Um açúcar com essa característica, portanto, beneficiaria a todos. Pessoas que já sofrem com distúrbios metabólicos teriam grandes ganhos, mas o uso certamente não se restringe a esse público”, diz a professora da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (FEA-Unicamp) e coordenadora do projeto, Juliana Macedo.
