O ciclo de queda do juro brasileiro aumentou a atratividade dos investidores por títulos prefixados do Tesouro.
O movimento também pode favorecer a valorização desses papéis antes do vencimento, principalmente quando as taxas praticadas no mercado ficam abaixo daquelas oferecidas no momento da compra.
Segundo Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos e apresentadora do Resenha do Dinheiro, os títulos prefixados valorizaram cerca de 3% só neste mês.
Para o investidor, esse resultado não significa que o papel esteja pagando uma taxa de juros equivalente a esse percentual. A diferença está no comportamento do preço do título no mercado.
“Os títulos prefixados, este mês, renderam 3%, 300% do CDI. Como um título do governo rende 300% do outro? Através do efeito da marcação a mercado”, explica Marilia.
A marcação a mercado faz com que o preço dos títulos negociados no mercado varie de acordo com as condições de juros.
Quando as taxas caem, títulos prefixados emitidos anteriormente a taxas mais altas tendem a se tornar mais valiosos, já que oferecem uma remuneração superior à dos novos papéis disponíveis.
Ou seja, um título que havia sido contratado a uma taxa mais elevada pode passar a ser negociado por um preço maior quando a taxa Selic cai.
É esse movimento que pode gerar uma valorização para quem decide vender o papel antes do vencimento.
Porém, essa oscilação de preço não altera a rentabilidade contratada para quem permanece com o título até a…
