Durante décadas, falar em sedan médio no Brasil era quase sinônimo de falar em Honda Civic, Nissan Sentra e, principalmente, em Toyota Corolla. A receita parecia pronta: bom espaço interno, conforto, confiabilidade, consumo razoável e uma mecânica conhecida. Só que o mercado mudou, a eletrificação ganhou força e apareceu uma nova geração de carros chineses disposta a mexer justamente onde o Corolla parecia “reinar” confortavelmente.
Foi justamente por conta da mudança de cenário que a reportagem do CT Auto passou um mês com o BYD King GS, um híbrido plug-in que chegou ao Brasil com uma proposta bastante diferente da que estamos acostumados a encontrar entre os sedans médios. Depois de conviver diariamente com o carro, ficou claro que a BYD não tentou apenas criar mais um concorrente para o Corolla. O King foi pensado para convencer o consumidor de que talvez já seja hora de procurar outra referência: um novo “rei”.
A pergunta que ficou depois de algumas semanas de uso foi inevitável: o BYD King realmente conseguiu destronar o Corolla? A resposta não está apenas nos 235 cv de potência combinada, nos 7,3 segundos para chegar aos 100 km/h ou na possibilidade de rodar utilizando eletricidade. Ela está na experiência de usar o carro todos os dias, no trânsito, na estrada, na hora de abastecer e, principalmente, na sensação de dirigir um sedan que parece ter sido projetado para uma época diferente.
