“São idênticos?” Essa provavelmente é uma das primeiras perguntas que os pais fazem quando descobrem que estão esperando gêmeos. Para o obstetra, entretanto, existe uma questão mais importante naquele momento: quantas placentas e quantas bolsas amnióticas existem? Essa informação permite classificar a chamada corionicidade e amnionicidade da gestação e ajuda a determinar, desde muito cedo, quais cuidados serão necessários.
Nem toda gravidez de gêmeos apresenta o mesmo risco. Há gestações dicoriônicas e diamnióticas, nas quais cada bebê possui seu próprio córion e sua própria bolsa amniótica; monocoriônicas e diamnióticas, quando os fetos compartilham a placenta, mas estão em bolsas separadas; e, mais raramente, monocoriônicas e monoamnióticas, nas quais compartilham tanto a placenta quanto a bolsa. Essa diferença anatômica modifica de maneira importante o acompanhamento da gravidez.
O melhor momento para estabelecer a corionicidade é no primeiro trimestre. As diretrizes atualizadas da International Society of Ultrasound in Obstetrics and Gynecology (ISUOG) recomendam que ela seja determinada antes de 13 semanas e 6 dias. Nessa fase, o ultrassom consegue identificar sinais característicos da membrana que separa os fetos e de sua relação com a placenta, permitindo uma classificação mais segura.
