A TV Globo anunciou oficialmente nesta semana “Avenida Brasil 2”, continuação da novela que foi ao ar originalmente em 2012 e que deve estrear em janeiro de 2027. A nova trama de João Emanuel Carneiro segue uma tendência que tem atingido não só a televisão, mas também o cinema: a produção de remakes e continuações.
Somente nos últimos seis anos, a Globo produziu remakes de “Pantanal” (1990/2022), “Elas por Elas” (1982/2023), “Renascer” (1993/2024) e “Vale Tudo” (1988/2025).
Entre a lista de continuações, estão “Verdades Secretas 2” (2015/2021), “Nos Tempos do Imperador” (continuação de “Novo Mundo” [2017/2021]) e “Êta Mundo Melhor!” (continuação de “Êta Mundo Bom!” [2016/2025]).
A fórmula também seguiu nos cinemas: foram lançados o remake live-action da Disney de “Lilo & Stitch”, “Superman”, “Quarteto Fantástico”, “Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado”, além do oitavo filme de “Missão: Impossível” e das continuações “Sexta-Feira Mais Louca Ainda” e “Invocação do Mal: Últimos Ritos”.
Para Henrique da Silva Pereira, doutor em Comunicação pela UNESP, é importante distinguir o papel dos dois tipos de produção no cenário do audiovisual.
“O remake reconta. Parte de uma narrativa já conhecida para reconstruí-la a partir de outro contexto histórico, estético e social. A continuação prolonga. Apresenta o que aconteceu com os personagens e com o universo ficcional depois que a narrativa original terminou”, explica ele à CNN Brasil.
