O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, negou um pedido da Polícia Federal (PF) para impedir que uma mulher que estava com Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário, quando ele foi preso em março, viajasse a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Trata-se de Nathana Lopes Figueiredo. Dias após a prisão e a morte de Sicário, ela ligou para um delegado da Polícia Federal, disse que estava “muito abalada” e perguntou se haveria problema em realizar a viagem.
A mulher também pediu para depor por videoconferência após chegar ao país árabe e justificou que a viagem era necessária pois sua mãe teria fraturado o pé.
Não há informação no processo se Nathana Figueiredo teria retornado ao Brasil após a viagem ou se permanece no exterior. Até a publicação deste texto, o Estadão tentou contato com ela, mas sem sucesso. O espaço está aberto.
Após a ligação, o delegado pediu a André Mendonça, relator do caso Master, que ordenasse a apreensão do passaporte de Nathana e proibisse que ela deixasse o País sem autorização da Justiça.
Segundo o policial, a mulher seria uma “testemunha-chave” dos fatos relacionados a Mourão e que uma viagem para o exterior, sem que o endereço no destino fosse conhecido, poderia “comprometer a descoberta da verdade real”.
