Uma estreita via marítima localizada na entrada do Mar Vermelho, entre o Iêmen e o Djibuti, tem servido como uma válvula de escape para uma parcela significativa do petróleo do Oriente Médio. Essa rota vital agora parece cada vez mais ameaçada.
Há semanas, os rebeldes Houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, vêm ameaçando a navegação no estreito de Bab al-Mandeb, tentando abrir uma nova frente na guerra entre Teerã e Washington, que já entra em seu sétimo mês.
Nas últimas 48 horas, os Houthis apertaram drasticamente o controle sobre a rota marítima, capturando tanto a cidade portuária de Mocha quanto, segundo fontes do governo iemenita, a estratégica ilha de Perim, localizada no meio desse gargalo marítimo.
O estreito há muito tempo é uma artéria vital do comércio global, mas tornou-se significativamente mais importante desde que a guerra entre os EUA e o Irã efetivamente fechou o vizinho estreito de Ormuz.
Nos últimos meses, a Arábia Saudita utilizou essa rota para exportar milhões de barris de petróleo. Sem o estreito de Bab al-Mandeb, uma quantidade menor de petróleo poderá deixar a região. Além disso, será necessário utilizar rotas muito mais longas, alimentando a inflação ao acrescentar atrasos e custos às tarifas de transporte marítimo, que já estão elevadas.
“O Bab al-Mandeb era uma tábua de salvação.
