A JBS está usando Florianópolis como uma das bases de sua estratégia para transformar biotecnologia em uma nova frente de negócios. O centro criado pela companhia na capital catarinense foi estruturado para pesquisar proteínas funcionais, nutrição de precisão, saúde animal e novas aplicações para matérias-primas que hoje têm menor valor dentro da cadeia de produção.
Durante o Bradesco BBI Agro Summit, o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, afirmou que o projeto nasceu inicialmente a partir das pesquisas relacionadas à carne cultivada, mas avançou para uma agenda mais ampla de desenvolvimento de proteínas e ingredientes.
Segundo o executivo, a companhia percebeu que o conhecimento adquirido com pesquisas sobre células, DNA e RNA poderia ser aplicado a diferentes etapas da cadeia de alimentos.
“Não tem nada a ver com carne. Tem a ver com proteína. Proteína cultivada. Ninguém vai conseguir fazer carne e você pode usar isso para enriquecer o seu shake, você pode usar isso numa barrinha de cereais”, afirmou Tomazoni.
Valor agregado das proteínas
A lógica da JBS é aumentar o valor extraído de cada matéria-prima. O executivo citou como exemplo proteínas que atualmente são destinadas à alimentação animal e que poderiam passar a ser utilizadas na produção de ingredientes com aplicações em nutrição funcional.
