O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), saiu em defesa da própria decisão que determinou o afastamento cúpula da Polícia Federal (PF). Em despacho assinado na noite desta sexta-feira, 11, o ministro sustentou que a corporação tem profissionais preparados para ocupar os cargos de Andrei Rodrigues, diretor-geral, e Leandro Almada, diretor de Inteligência, sem que isso trave o funcionamento da instituição. A manifestação foi enviada ao presidente da Corte, Edson Fachin.
O documento responde ao pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para manter suspenso o afastamento dos dois delegados. Mendonça rejeitou o argumento de que a saída deles desorganizaria a cadeia de comando da PF.
+ Entenda o que é Política em Oeste
“Com a devida vênia à AGU, a Polícia Federal é instituição de Estado, composta por milhares de membros, que ingressaram em suas carreiras depois da aprovação em rigoroso concurso público, possuindo, portanto, amplo e valoroso quadro de profissionais técnicos e qualificados para assunção dos cargos diretivos de mais elevado relevo”, escreveu.
O ministro também afastou a acusação de ter passado por cima das atribuições de Luiz Inácio Lula da Silva. Para ele, a medida não impede o presidente de nomear novos nomes nem de exonerar quem hoje ocupa os postos.
