Uma pesquisa da Universidade Federal do Ceará (UFC) utiliza a pele da tilápia como curativo para o tratamento de queimaduras. A tecnologia entra agora em uma nova etapa, após a universidade firmar acordo com uma empresa privada para a produção do curativo em escala industrial. A previsão é que metade da produção seja destinada à exportação, enquanto a outra metade deverá ser disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento de pacientes queimados no Brasil.
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A fábrica será instalada na cidade de Jaguaribara, no sertão do Ceará. O local é um ponto estratégico, pois o município é o maior produtor de tilápia do estado. Às margens do Açude Castanhão, Jaguaribara fica a apenas 130 quilômetros de Orós, segundo maior produtor cearense do peixe.
No mercado da piscicultura, o produtor brasileiro pode, sim, encontrar uma nova forma de comercializar um subproduto vindo da espécie. Porém, Francisco Medeiros, presidente da Peixe BR, faz ressalvas em relação ao real impacto financeiro dessa nova mercadoria: “O impacto disso sobre a produção e a comercialização de tilápia é muito pequeno, haja vista que a demanda nacional e internacional do produto nem se equipara ao que nós produzimos”, completou Francisco.
