Relatório da Polícia Federal sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), coloca em xeque a afirmação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de que o dinheiro repassado por Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, foi integralmente destinado à produção cinematográfica.
O documento veio a público após uma nova leva de processos relacionados ao caso Master ter o sigilo liberado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), André Mendonça.
Em maio, Flávio afirmou à CNN que os recursos pagos pelo empresário foram “100% investidos no filme”. “Tem como comprovar”, disse o senador na ocasião. Segundo ele, a produtora poderia apresentar contrato ou prestação de contas para demonstrar a aplicação dos valores.
A PF, no entanto, afirma em documento enviado ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), que ainda é necessário esclarecer “a origem, o trânsito, a destinação e os beneficiários finais dos valores movimentados”.
Um dos principais pontos levantados pelos investigadores envolve o Havengate Development Fund LP, fundo sediado nos Estados Unidos que recebeu parte dos recursos.
Segundo a PF, a Entre Investimentos e Participações, empresa ligada a Antônio Carlos Freixo Júnior, o “Mineiro”, enviou US$ 12,33 milhões ao Havengate ao longo de 2025.
