A defesa de Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária (Desup) do Banco Central (BC), encaminhou nesta sexta-feira, 11, ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido para a revogação de medidas cautelas, entre as quais a obrigatoriedade do uso de tornozeleira eletrônica.
Mendonça é o relator dos processos envolvendo o Banco Master na Suprema Corte. O magistrado havia determinado que Santana fosse monitorado por tornozeleira e entregasse o passaporte às autoridades.
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Segundo o ofício enviado ao STF, os advogados do ex-chefe de supervisão da autoridade monetária afirmam que o próprio Mendonça teria reconhecido “disfuncionalidades” e “potenciais ilicitudes” na cadeia de comando da Polícia Federal (PF).
Nesta semana, o ministro determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada - medida posteriormente suspensa pelo presidente do STF, Edson Fachin.
“Se a lisura da condução das investigações é posta em xeque em seu mais alto nível hierárquico - e por decisão do próprio ministro relator -, resta igualmente comprometida a higidez dos elementos a partir dos quais se construiu, e se pretende manter, a narrativa que ora atinge o peticionário”, afirmam os advogados de Santana.
