Uma pesquisa desenvolvida na PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) buscou responder a essa questão a partir de modelos matemáticos capazes de estimar financeiramente o custo de acidentes industriais e comparar o impacto de diferentes estratégias de prevenção.
A metodologia foi aplicada a dados da indústria de petróleo e gás para calcular quanto determinadas medidas de segurança podem representar em perdas evitadas.
A proposta responde a uma lacuna comum na gestão de riscos: enquanto investimentos em máquinas, obras ou novas operações têm retorno facilmente mensurável, o resultado de um investimento em prevenção é justamente um evento que não acontece. Os modelos buscam atribuir valor econômico a esse evento que deixou de se concretizar.
O estudo analisou registros de incidentes de uma unidade operacional do setor de petróleo e gás. Os casos foram classificados conforme a gravidade e os possíveis impactos sobre pessoas e patrimônio. A partir desses dados, os pesquisadores desenvolveram metodologias para estimar financeiramente os efeitos de diferentes estratégias de mitigação de risco.
A pesquisa contou com o apoio do Cenpes (Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Petrobras) e da Faperj (Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro).
