O afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, aumentou a desconfiança no Planalto em relação ao advogado-geral da União, Jorge Messias. O ministro André Mendonça, do STF, foi o responsável pela decisão em retirar Andrei do comando da PF, na 3ª feira (8.set.2026).
Há uma percepção de que Messias atuou em sintonia com Mendonça para que isso acontecesse. A hesitação do AGU em apresentar recursos ao STF, conforme indicou a PF, e a boa relação com o magistrado são usadas como argumento entre governistas e o entorno de Andrei.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a cogitar a indicação do governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, ao STF. Essa possibilidade está atrelada à desconfiança que se passou a ter no Planalto em relação a Messias.
Volta de Andrei
Na 4ª feira (9.set), o ministro do STF Flávio Dino mandou que Andrei fosse reintegrado ao posto. O presidente do Supremo, Edson Fachin, suspendeu as decisões de Mendonça e Dino. Na prática, manteve Rodrigues como chefe da corporação. A decisão de Fachin foi tomada depois de pedido da Advocacia Geral da União para suspender o afastamento determinado por Mendonça.
Na 6ª feira (11.set), Mendonça voltou a defender o afastamento de Andrei Rodrigues da chefia da PF. Essa insistência traz nova insatisfação do número 1 da Polícia Federal.
