Ivanna Ortiz adorava levar a filha ao cinema. Era religiosa, preferia músicos cristãos aos seculares e cantava no coral da igreja. Trabalhava como fonoaudióloga e administrava sua própria clínica.
“Em qualquer lugar que ela fosse, sempre colocava um sorriso no seu rosto”, disse Jennifer Oxendine, que era amiga de Ortiz no fim dos anos 2000, quando frequentavam a mesma igreja. “Ela simplesmente fazia você sentir que tudo ficaria bem.”
Agora, Ortiz, de 36 anos, é acusada de tentar fazer o impensável.
Em março, segundo a polícia, Ortiz dirigiu até a casa de Rihanna, em Los Angeles, enquanto a cantora e seu companheiro, o rapper A$AP Rocky, estavam em um trailer Airstream estacionado na entrada da residência. Ela pegou um rifle AR-15 carregado e disparou pelo menos dez vezes contra o portão da frente, de acordo com o relatório policial obtido antes de ser lacrado para o público.
Quando o barulho dos tiros cessou, Rihanna contou aos investigadores que abriu uma cortina para espiar do lado de fora e viu dois buracos de bala no vidro, percebendo que estava na linha de fogo e só havia sido protegida pelo para-brisa de vidro duplo. Ninguém ficou ferido.
Nos seis meses desde sua prisão, Ortiz está detida em Los Angeles, onde passa por avaliações de saúde mental para determinar se tem condições de ser julgada pelas acusações de tentativa de homicídio, agressão com uma arma semiautomática e disparos contra uma residência ou trailer ocupado. O processo foi adiado várias vezes.
