O candidato do Democrata à Presidência da República, Wilson Grassi, foi o presidenciável que mais investiu o próprio dinheiro na campanha eleitoral, com R$ 415 mil gastos. O levantamento da CNN considera os gastos dos candidatos até 5 de setembro.
O valor representa o orçamento total da campanha do candidato, já que Grassi não tem acesso ao Fundo Eleitoral no pleito. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) também não registrou outras doações ao longo da campanha ou recursos do partido, que não atingiu a cláusula de barreira - número mínimo de parlamentares eleitos em 2022.
O escritor Augusto Cury, do Avante, é o segundo candidato que mais gastou o próprio dinheiro na campanha eleitoral, com R$ 250 mil investidos. Cury também acumula investimentos do partido e doações de figuras próximas, como Wilson de Matos Silva. Reitor e fundador de uma universidade em que Cury foi sócio, Wilson doou R$ 60 mil para a campanha do presidenciável até o momento.
O investimento de ambos os candidatos acompanha os patrimônios declarados ao TSE ainda em agosto. Cury declarou ser o mais rico entre os presidenciáveis, com R$ 242 milhões divididos em investimentos, imóveis e aplicações. Wilson Grassi é o quarto colocado, com R$ 50 milhões dispersos em imóveis, posses e direitos sobre imóveis financiados.
Na liderança das pesquisas eleitorais, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) registraram valores tímidos ao declarar as próprias fontes de receita das campanhas.
