O STF (Supremo Tribunal Federal) viveu uma série de troca de acusações e uma “guerra” de ofícios entre seus próprios ministros ao longo desta sexta-feira (11). Os episódios são mais um capítulo da crise vivida pela Corte nos últimos meses, que se agravou nestas últimas semanas.
Após documentos do inquérito-mãe do caso do Banco Master se tornarem públicos ainda na noite de quinta (10) por ordem do presidente da Corte, Edson Fachin, o ministro relator André Mendonça disse que “jamais poderia publicizar” a totalidade dos procedimentos relacionados às investigações do Banco Master.
Sobre os procedimentos que seguem sob sigilo, Mendonça destacou que a própria determinação de Fachin previa exceções para diligências cujo sigilo fosse imprescindível. Segundo o magistrado, há investigações em andamento e procedimentos que envolvem dados bancários e fiscais de pessoas físicas e jurídicas. Por isso, não poderiam se tornar públicos.
Ele rebateu críticas feitas pelo colega Alexandre de Moraes sobre uma suposta divulgação seletiva de documentos. Segundo Mendonça, todo o material relevante para o julgamento previsto para a próxima terça (15) sobre uma possível investigação de Moraes por conta de mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro do Master, Daniel Vorcaro, já foi disponibilizado aos gabinetes dos ministros.
Ainda assim, segundo Moraes, 18 petições e 180 documentos estariam com acesso protegido.
