Dois medicamentos genéricos à base de liraglutida foram aprovados pela Anvisa na última semana e, apesar de serem utilizados no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, assim como a semaglutida e a tirzepatida (utilizados no Ozempic e no Mounjaro, respectivamente), há diferenças entre os princípios ativos que merecem atenção.
A primeira diferença está na aplicação dos medicamentos. Enquanto os remédios à base de semaglutida e tirzepatida demandam aplicação semanal, a liragutida tem menor tempo de ação e deve ser aplicada diariamente.
A liraglutida também possui menor potência de perda de peso quando comparada aos outros princípios ativos. A semaglutida possui potência intermediária, mas menor do que a tirzepatida, considerada a opção que proporciona a maior perda de peso média.
Liraglutida e a semaglutida: são moléculas análogas ao GLP-1, hormônio que sinaliza ao cérebro que estamos alimentados, diminuindo o apetite, aumentando os níveis de insulina e equilibrando os níveis de açúcar no sangue.
Tirzepatida: considerada uma molécula duplo agonista, atuando tanto nos receptores de GLP-1 quanto nos de GIP, o que impulsiona seus efeitos de controle glicêmico e redução de peso.
A molécula é o princípio ativo dos medicamentos Olire e Lirux, da EMS, e de outros dois que já foram descontinuados, Saxenda e Victoza, da Novo Nordisk.
