Um estudo conduzido no Brasil testa uma estratégia para prevenção de AVC e outros eventos cardiovasculares por meio de uma polipílula, que junta dois remédios usados para pressão arterial e um para colesterol. A pesquisa também busca entender se a simplificação do tratamento é capaz de reduzir fatores de risco do declínio cognitivo e da demência.
A pesquisa é conduzida pelo Hospital Moinho dos Ventos no Rio Grande do Sul, em parceria com o Ministério da Saúde, e conta com a participação da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). O projeto está recrutando voluntários para testes na segunda etapa de implementação, com previsão de mais de 8 mil participantes.
Segunda fase
A análise tem como público-alvo pessoas que ainda não apresentam alto risco cardiovascular, mas possuem níveis de pressão arterial sistólica entre 121 e 139 mmHg, faixa em que o risco de infarto e AVC começa a crescer progressivamente.
A expectativa dos pesquisadores é acompanhar todos os participantes por um período mínimo de três anos, avaliando os efeitos da polipílula e também estratégias voltadas à promoção de hábitos de vida saudáveis, como alimentação adequada, prática de atividade física e interrupção do tabagismo.
Caso Maya Massafera: o que é “princípio de AVC” e como evitar doença
A fase atual expande os achados positivos do estudo.
